Os festivais de música voltaram a ter grande importância ao redor do mundo nos últimos anos. O retorno do Rock In Rio e a chegada do Lollapalooza ao Brasil são bons exemplos dessa nova onda musical, que havia diminuído bastante com a chegada da internet e a facilidade do público para acompanhar o trabalho de suas bandas e artistas favoritos.

Nessa onda de festivais, o Coachella é um dos grandes da atualidade, mesmo não sendo tão velho quanto o RiR, por exemplo.

O festival nasceu em 1999, na cidade de Indio, que fica no deserto da California. O início foi bem humilde, com poucos artistas, mas pouco a pouco o evento foi ganhando corpo e importância no cenário musical. Em 2009, por exemplo, estavam entre as atrações principais as bandas The Killers, Franz Ferdinand e o cultuado Beatle Paul McCartney, e a cada ano que passa, mais atrações e novidades grandiosas são curtidas por lá. Em 2012 por exemplo, o festival trouxe a inovadora apresentação por holograma altamente realista do rapper Tupac, falecido em 1996. A novidade aconteceu durante a apresentação de Snoop Dogg  e Dr. Dre, amigos de Tupac. A novidade fez a venda de álbuns do artista dispararem, com um aumento de 571%. Essa aparição mostrou a força do festival, e demonstra o porquê de ser um dos principais do mundo.

Na edição de 2018, o evento acontecerá em dois fins de semana. Começou na sexta-feira (13 de abril), seguiu até domingo (15 de abril), e continua do dia 20 ao dia 22 deste mês. Entre as principais atrações, estão os rappers Eminem e The Weeknd, além da popstar Beyoncé, que se apresentou no domingo passado (15).

A apresentação da rainha do Pop foi fantástica mais uma vez, e com um discurso mais do que empoderador. A cantora teve uma pausa de um ano na carreira devido à gravidez de gêmeos, e retornou aos palcos no Coachella. Após uma estrondosa apresentação, Jay-Z, rapper que é marido da cantora, subiu ao palco e cantou o sucesso da dupla, Deja Vu.

Houve uma pausa, e então o áudio do ensaio da escritora Chimamanda Ngozi Adichie “Sejamos Todos Feministas” deu o tom para a reentrada da estrela, dessa vez ao lado das suas companheiras do Destiny’s Child, trio que foi sucesso nos anos 2000.

O festival vem se mostrando mais uma vez o berço de inclusão e boa música, e é um dos responsáveis pelo retorno dessa cultura de shows e espetáculos, deixando um pouco de lado o digital, e unindo todas as tribos.