Uma das maiores indústrias do mundo, a moda é um dos motores para o desenvolvimento econômico, pois gera emprego e renda para milhares de famílias. Mas, por outro lado, tem o consumo de matérias-primas e recursos naturais. Beleza e glamour à parte, é preciso pensar no real impacto que isso gera ao meio ambiente e produzir uma moda sustentável.

No entanto, graças ao bom senso de muita gente, a indústria da moda (responsável), tem buscado maneiras de causar menos impacto possível ao planeta, que sangra e clama por socorro. Com isso, a sustentabilidade tem crescido cada vez nesse mercado (ufa!), e conquistado seu espaço com a ajuda de ateliês, oficinas, pequenas confecções e cooperativas.

Goofy moda sustentável

Solado CREPE é a novidade para o verão 2019. Foto: Divulgação

Além disso, a moda sustentável utiliza de práticas e produtos que minimizam o impacto ambiental no decorrer da cadeia produtiva, com o uso de tecidos ecológicos e reaproveitamento de materiais. Seja na fabricação de roupas e calçados, por exemplo, ou na forma de consumo desde o reúso, trocas, consertos, brechós, entre outras.

Foi com esta preocupação que a Goofy tem se ocupado em não utilizar matéria-prima de origem animal. Ao longo de três décadas passou por diversas mudanças, acompanhando tendências e movimentos engajados em causas sociais. Em 1987, a Goofy produzia calçados com solado em CREPE, uma borracha natural, abundante e renovável. Melhor ainda, 100% orgânica, sem composto químico e toda a sobra da produção sendo reutilizada.

“Além do CREPE, como matéria-prima para o solado, o cabedal é construído em suedo eco, ou seja, nenhuma animal perdeu a vida para podermos vender esse produto. Vai ser a nossa novidade para o verão 2019, afinal em nosso sangue corre a nossa essência, onde tudo começou”, afirma Felipe Zago, marketing da Goofy.

A eco fashion, como é também conhecida, parte de um conceito definido por métodos e processos que não prejudicam o meio ambiente, que já está tão castigado pelas ações humanas predatórias. Esta metodologia consiste na fabricação de produtos com fibras orgânicas (com certificados de organizações internacionais como a USDA e GOTS); são produzidos com tecidos eco-friendly, como o bambu, o linho (que precisam de menos água e produtos químicos para crescer); corantes de origem natural; uso de tecidos descartados; upcycling de materiais usados; produção com tecidos reciclados; e roupas feitas para terem um longo ciclo de uso (por favor!).

Segundo estudo realizado pela UniEthos, 69% das empresas do Brasil reconhecem que a inserção da sustentabilidade no planejamento estratégico é uma necessidade. A pesquisa “Estratégias Empresariais para a Sustentabilidade no Brasil – feita com 250 companhias nacionais, de todos os portes, ainda mostrou que 65% disseram que inovação e reposicionamento no mercado estão entre os principais objetivos quando nesta estão incluídas a sustentabilidade.

Ainda assim, em decorrência disso, por outros motivos, a moda sustentável inclui os conceitos de uma economia solidária, formada por redes de crescimento socioeconômico em localidades que necessitam de investimentos.

De acordo com o Sebrae, um outro diferencial que deve ser destacado neste mercado é a inovação das peças. Muitas vezes, erroneamente, o termo é associado a uma estética primária. Entretanto, as produções de moda sustentável têm se destacado justamente pelo design funcional e arrojado.

Enjoy!

Vivi Mendes