O ano segue seu curso e o mês que trás o outono também é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Nada melhor do que constatar o crescimento do ‘sexo nada frágil’ invadindo, literalmente, a praia dos meninos. Por que não?

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A surfista Nicole Pacelli é um ícone da nova geração. Foto: Reprodução

No decorrer da história, a mulherada deixou de viver á sombra dos homens para fazer o que gosta. No surf não poderia ser diferente e (ainda bem!) deixou de ser o passatempo do namorado. Cansadas de passar horas na areia, enquanto seu amado, irmão, pai, etc., estava lá no meio das ondas se divertindo. Pois é, mulher também surfa!

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As mulheres cada vez mais conquistando seu espaço. Nicole Pacelli. Foto: WSL

E depois de muitas tentativas, caldos, raberação, hoje em dia é cada vez mais comum ver surfistas colorindo o outside, seja em campeonatos, em escolinhas ou mesmo se jogando destemidas no marzão de Deus. Em vários esportes, as mulheres estão ganhando respeito também, como o skate. Isso é lindo!

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Hoje em dia é comum ver as mulheres no mar. Nicole PacelliFoto: Reprodução

Mas nem sempre foi assim. A primeira mulher a subir numa prancha de surf foi, exatamente, em 1914 quando Isabel Letham enfrentou diversos preconceitos para desafiar o seu pai e as ondas. O amor falou mais alto e a australiana foi a pioneira no esporte.

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Alana Pacelli segue os passos da irmã, em Nias, Indonésia. Foto: Reprodução

No Brasil, a santista Margot Rittscher surfava com sua “tábua havaiana”, comum na década de 1930. Um pouco mais tarde, no Rio de Janeiro, as garotas de Ipanema Fernanda Guerra, Maria Beltrão e Eliana curtiam as ondas do Arpoador e até revezavam a prancha com os garotos.

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Fernanda Guerra foi uma das pioneiras no Brasil. Foto: Reprodução

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O charme da Maria Beltrão, outra pioneira. Foto: Reprodução

Atualmente, vivemos um grande momento no esporte com as surfistas profissionais Silvana Lima que está de volta ao Circuito Mundial, após se consagrar campeã do QS (divisão de acesso ao CT), além de Maya Gabeira em suas ondas gigantes e cabulosas, a campeã brasileira Jaqueline Silva, a freesurfer Claudia Gonçalves, entre tantas outras que se destacam no esporte dos reis.

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Nossa ‘Goofer’ Rayane Amaral brincando com seu pranchão. Foto: Allan Gandra

E com muito orgulho, não poderíamos deixar de lembrar as nossas musas surfistas Nicole Pacelli, campeã de Stand Up Paddle e que sempre se joga nas ondas do Hawaii; sua mana Alana Pacelli, com um surf potente e apurado. Além da nossa longboarder Rayane Amaral, que está sempre levando seu charme para as ondas do Recreio dos Bandeirantes, nos picos mais clássicos do Rio de Janeiro.

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Alana Pacelli passeando pelo tubinho. Foto: Reprodução

O surf não é fácil, requer muita persistência e disciplina nos treinos, caso contrário você não vai passar de uma boia (haha). Portanto, meninas, não desistam no primeiro caldo, é rápido e logo passa, mas a sensação de acertar um drop e correr o trilho de água salgada é mesmo algo fascinante. Não deixem de viver a essência do esporte e não se preocupem com a plateia, pois surfar é sagrado!

Feliz Dia Internacional da Mulheres!

Mahalo Kai!