Começa hoje o Billabong Pro Tahiti 2017, com muitos tubos e fortes emoções em Teahupoo, Polinésia Francesa. O Brasil já fez história nesta competição quando o brasileiro Gabriel Medina conquistou a etapa de 2014.

Gabriel Medina campeão em 2014. Foto: WSL

Teahupoo é uma vila que fica na costa sudoeste da ilha do Tahiti. A profundidade do oceano passa abruptamente de 45 para 1,5 metro, em um recife afiado, formando uma onda furiosa e oca. Sua extensão pode variar entre 50 a 150 metros e até 20 pés de face. Tão pesada quanto um edifício. Imaginem tomar um caldo ou uma série de ondas na cabeça…

Caldo sinistro da Maya Gabeira. Foto: Reprodução

Pois este fato aconteceu com a surfista de ondas grandes Maya Gabeira quando passou por este susto, em 2011. Ela sobreviveu a uma vaca sinistra e um turbilhão de ondas em meio às pedras. Mas dois anos depois, Maya retornou em grande estilo para a glória e botou para baixo na “onda dos crânios quebrados”.

Superação em 2013. Maya Gabeira botando pra baixo. Foto: Reprodução

Sem dúvidas, Teahupoo proporciona um show de surf, mais precisamente tubos. Isso porque a anatomia desta onda não permite manobras. Durante a temporada de ondas e competições, esta bancada recebe um batalhão de embarcações, pranchas, ‘jet-skis’ e até barracas de praia improvisadas sobre a água. Um verdadeiro exército náutico para acompanhar a performance dos surfistas no melhor ângulo.

Momento histórico entre Kelly Slater e o saudoso Andy Irons. Foto: Aleko Stergiou

O surf foi contemplado pela primeira vez, no Tahiti, ainda no século XVIII, quando James King, que foi o tenente da terceira expedição do explorador britânico James Cook, viu em detalhes “nativos pegarem uma tábua, nadarem até a origem da ondulação, onde aguardavam a formação da onda e, deitando-se sobre a tábua, desciam pela crista e avançavam com ela em uma velocidade extraordinária”.

O havaiano Laird Hamilton dominando a fera, em 2000. Foto: Reprodução

Carinhosamente apelidada de ‘Cho-Po’ (como na pronúncia), uma das ondas mais intensas do mundo possui uma parede azul de água cristalina e só foi surfada há cerca de 15 anos. Por muito tempo, já foi considerada imprópria para o esporte, devido a sua parede muito íngreme. Foi então, em 2000, quando waterman Laird Hamilton abriu a porta de Teahupoo para o surf de ondas grandes no mundo.